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Arquivo mensal: fevereiro 2011

Confesso que quando comecei a trabalhar com links patrocinados, não colocava muita fé neste tipo de publicidade. Eu, como heavy user, sempre os ignorei, até que fui estudá-los e vi o quão complexo era colocar uma campanha de links patrocinados no ar. Hoje, confesso que é um dos meus “divertimentos” preferidos – sim, às vezes confundo trabalho com diversão.

Para quem não sabe como funciona o AdWords, vai uma breve e tosca explicação: você escreve algumas palavras-chave que estão relacionadas ao seu produto/serviço. Estas palavras-chave, quando procuradas nos buscadores, podem exibir os anúncios que você mesmo escreveu. Claro que, para exibir estes anúncios, é cobrado um valor (e ainda se pode definir se o anunciante paga por clique no anúncio ou impressões, que é quantas vezes o anúncio é exibido). Parece simples, mas há muita estratégia de lances, escolha de palavras-chave e redação de anúncios bastante complexa, que um sobrinho pode até aprender a fazer, mas daí a ter a expertise e a esperteza (rá!) para definir, são outros quinhentos.

A maioria dos usuários hoje já “aprendeu” a ignorar os links patrocinados, e não têm muita fé neles, como nos resultados de busca. Depois que comecei a trabalhar com a ferramenta, confesso que voltei a prestar mais atenção aos links patrocinados e perdi meu preconceitos com os anúncios pagos, voltando a clicar neles. Mas isso só aconteceu porque os anúncios me chamaram a atenção e realmente eram o que eu procurava (ou seja, eram relevantes). Daí a necessidade de ter um cara que não é o sobrinho, mas um profissional que entenda um pouco de redação de anúncios, de palavras-chave e de SEO também.

E mesmo que muitos usuários tenham resistência aos anúncios pagos, outros tantos ainda clicam nos anúncios, gerando uma receita bilionária ao Google. E realmente, indico campanhas de links patrocinados para diversas ações de mídia que fazemos. E, para queimar a minha língua e jogar meu preconceito por terra, quase sempre elas geram retornos muito bons. #chupa, Janaina Oliveira.

Mas mesmo assim o atual modelo não me agrada tanto, e por mais que esteja faturando, em breve mostrará sinais de esgotamento. E o Google sabe disso. Tanto é que vem se preparando, investindo em outras plataformas e está casando o serviço com geolocalização e YouTube, sem deixar para trás o desenvolvimento para mobile. Um sinal disto é que Marissa Mayer foi transferida do setor de publicidade online para geolocalização.

Neste ponto, o Google começa a pensar o AdWords mais social e mais móvel. Redes sociais digitais em breve terão maior tráfego que websites e emails, e cada vez mais os smartphones e tablets  substituirão os desktops e notebooks.

Não podemos esquecer que os anúncios do Facebook andaram incomodando um pouco o Google. E eu particularmente gosto dos anúncios deles, do modo como são mais relevantes para o usuário e de como seu sistema trabalha para isso: toda vez que pedimos para remover um anúncio, o sistema pergunta porque não gostamos dele. Anúncios clicados por amigos têm grandes chances de ser exibidos para você, pois o sistema considera as afinidades entre vocês.

O sistema de publicidade do Facebook procura trazer aos usuários assuntos mais relevantes: ele vai aprendendo as suas preferências e rejeições para mostrar anúncios com maior possibilidade de conversão. E por isso mesmo, é menos intrusivo, passa muitas vezes despercebido pelo usuário, e já vem recebendo uma verba significativa nos investimentos em publicidade online.

E vocês, acham que os links patrocinados também precisam se reinventar?

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Li hoje no Gizmodo que, de acordo com a pesquisa da Wireless Inteligence, temos 107 linhas habilitadas para cada 100 habitantes contra 102 para cada 100 nos States. O que podemos analisar nestes dados?

1. Ao contrários dos EUA, em que os aparelhos mais vendidos são smarthphones, aqui ainda predominam telefones com poucas funcionalidades (quase todos tem uma lanterninha muito útil quando se chega em casa bêbado), e que não utilizam pacote de dados;

2. A maioria das linhas ainda são pré-pagas: de acordo com dados da Anatel, de novembro de 2010, 159.811.754 (82,19%) são pré-pagos. Os demais 34.627.496 (17,81%), são de conta. Ou seja, a maior parte não possui 3G, e que usa internet faz os acessos usando o velho EDGE;

3. A tecnologia dos nossos celulares é bem inferior ainda. A maioria dos sistemas operacionais daqui ainda usam Symbian. Android e iOS ainda correm por fora. Apesar do primeiro ter tido um crescimento significativo, ainda perde feio para os aparelhos MP900 funcionalidades, que correm o risco de deixar seus donos na mão.

O Pedro Burgos, no final do post, questiona porquê temos tantos celulares: se por acaso continuamos com nossos celulares antigos ou temos mais de um para aproveitar as diversas promoções das operadoras ou se gostamos mesmo tanto de celulares.  Eu diria que é um misto das três coisas: não é raro ver ainda alguns Nokias 1100 circulando por aí (meu pai, inclusive, tem um de quase 10 anos que ainda continua funcionando bem). Assim como também muita gente tem mais de um número (e aí entra uma coisa que os made in China fizeram melhor que as grandes marcas de celular, que é fazer aparelhos com capacidade para mais de um chip) e sim, realmente adoramos celulares. E muita gente já desistiu de sua linha fixa para ficar apenas com o número móvel.

Do ponto de vista do marketing, o mercado de telefonia móvel no Brasil já chegou no ponto de mercado maduro, mas as operadoras continuam trabalhando como se o mercado estivesse em crescimento (não estou falando de estagnação do mercado: ele continua crescendo, mas agora num ritmo menor).

As operadoras não sabem trabalhar o pós-venda: continuam oferecendo mundos e fundos para novos clientes, mas não sabe manter os clientes atuais, não sabem ainda o que é trabalhar a fidelização de seus consumidores, estes cada vez mais insatisfeitos. Enquanto aqui ainda nos tentam seduzir com aparelhos e pacotes de minutos, lá nos EUA, as operadoras efetivamente trabalham com planos personalizados, inteligentes, que vendem o que você precisa.

Ainda vai demorar bastante para a classe C, a nova queridinha do marketing, usar os planos pós-pagos. Ainda são caros (os planos de 3G mais básicos saem, em média, R$ 60 por mês), mas acredito no barateamento dos planos e também de aparelhos melhores, que tenham wi-fi, que agora é quase item de cesta básica.

Há mais ou menos um ano e meio, quando disse numa palestra na Newton Paiva que uma das tendência era geolocalização (que exige aparelhos que se conectem à internet e tenham GPS), dei um tiro certeiro. Aí está o Foursquare que não me deixa mentir e, com estes dados, acredito mais ainda.

Hoje, quando fazemos propostas de comunicação digital, não podemos esquecer de incluir ações que envolvam mobile: desde aplicativos para iPhone, iPad e Android a sms (não esquecendo que, dependendo do seu público, é aí que vamos conseguir atingi-lo em cheio). Assim como os desktops perderam a preferência para os notebooks, em breve os brasileiros também conhecerão os smartphones e suas funcionalidades, além de sua maior qualidade: a onipresença digital.

Desde o segundo semestre de 2010 voltei às salas de aula para fazer MBA em Gestão Estratégica de Marketing, curso que já está bem dentro da área que eu atuo e que sempre tive uma uma certa simpatia, principalmente pelas longas horas ouvindo dona Adriana Torres falando e falando apaixonadamente sobre.

Naquelas apresentações chatinhas em que você fala para a turma quem é você, em quê você trabalha, alguns professores olhavam-me com cara de interrogação e eu tinha que gastar uns 5 minutos explicando o que era o meu trabalho com mídias digitais.

Imaginem: você faz um MBA em Marketing. A maioria dos seus professores tem uma formação em marketing, trabalha dando consultorias em marketing, se gaba de terem apresentado artigos premiadíssimos, mas desconhece marketing digital e SEM. Posso estar errada, mas acho que eles (não todos, claro que há ressalvas) estão ultrapassados ou que, no alto de sua arrogância, desprezam o SEM.

E esta impressão se extende também a alguns colegas, que desconhecem marketing digital (para piorar, alguns sequer ouviram falar de Kotler, mix de marketing, etc, etc….). E isso me preocupa. Tanto pela qualidade do ensino nas instituições quanto pelos futuros profissionais de marketing que vão atuar no mercado.

Não estou querendo dizer também que todos têm que tem que entrar pensando só em SEM. Mas hoje é impensável fazer uma campanha que não o envolva. Os consumidores estão cada vez mais conectados (sim, esta afirmação é muito óbvia), e os prospects mais ainda. Não sou radical a ponto de matar TV’s e jornais, mas acredito que a importância das mídias digitais tende a crescer exponencialmente.

No dia a dia da agência, vejo que é difícil emplacar algumas campanhas porque alguns empresários veem o marketing como despesa, não como investimento. Imagine então, quanta “despesa” geraria campanhas que envolvam mídias sociais e otimização? Os setores de marketing enfrentam desafios porque a verba é sempre pouca, e não raras vezes marketing  é confundido com comunicação e publicidade.

Tá tudo errado, então?

Não está tudo errado. Mas acho que muita coisa tem que mudar. E a primeira mudança, necessária, é dentro das academias (se você achou que é de ginástica, por favor, retire-se do blog). É ali dentro que estamos formando os futuros gestores de marketing, as pessoas que vão tomar as decisões e serem decisivos nas mudanças.

Os cursos de marketing precisam se reformular, os professores precisam se reciclar e os alunos tem que conhecer melhor o novo marketing. Vejo algumas iniciativas na área, como cursos voltados para o marketing digital, como o MBA em Mídias Sociais e Gestão da Comunicação Digital e a Pós-graduação em Publicidade 360º da Una e a pós em Marketing Digital do Uni-BH.  Espero que em ambas dediquem em suas grades disciplinas que abordem o SEM e que os tradicionais cursos de graduação e MBA’s em marketing e outras disciplinas relacionadas também reformulem suas grades e insiram o tema em suas aulas.

Formei em Jornalismo há dois anos e meio atrás, e qual não foi meu susto quando percebi que mais da metade do que eu havia estudado já estava ultrapassado. É difícil para as instituições de ensino manterem-se sempre atualizadas? Sim. Imagino que seja um desafio imenso. Mas do jeito que está, não pode ficar.

E vocês, o que acham?

Já tive diversos blogs, e nenhum foi pra frente. Eu enjoava rapidamente dele, além de nunca ter tido uma linha de conteúdo muito definida: falava de tudo, falava de nada. Mediocridade.

Vir para a Bolt Brasil foi uma das coisas mais legais que aconteceram na minha vida, mas uma das que mais me tomou (e ainda toma) tempo. Apesar de sempre estar escrevendo, raramente era pra mim mesma. Durante os dois anos e meio como boltiana, escrevi sobre decoração, marketing, instituições de ensino, promoções, tecnologia, Twitter, redes sociais, etc, etc, etc…

Abandonei definitivamente o Sem Frescura, meu projeto de conclusão de curso. Decisão difícil, mas eu não sentia mais tesão em “escrever para mulheres de 18 a 25 anos”. Queria falar de mais coisas, mas a amizade pela Carol ainda me mantinha presa ao projeto, que deu tantas alegrias. Por mim e por ela, decidi não participar mais, apesar de ter prometido colaborar esporadicamente com o novo Sem Frescura.

E a vontade foi crescendo. Fiz esta conta, mas deixei por pelo menos uns cinco meses sem postar. E hoje cá estou, com o post inicial. Senti uma necessidade de renovação, de começar a colocar as coisas para funcionar.

Mas de quê esse blog vai falar?

O título já dá uma prévia: SEM muito a dizer, um trocadalho do carilho (rá!). O principal assunto vai ser o search engine marketing. Vou falar um pouco das minhas experiências, coisas novas que estou estudando, o cotidiano dessa coisa nova que todo mundo ainda está tentando entender, e comigo não é diferente.

E qual o diferencial deste para outros blogs da área?

Eu! hahaha… Entendam que aqui vou colocar as minhas experiências, coisas que acho legais, mas meu objetivo não é ser muito didática. Posso indicar outros blogs interessantes e que fazem isso muito bem. Mas quero fazer com que este seja um espaço mais “bate papo”.

Como vai ser a frequência de posts?

Indefinida. Vai depender de diversos fatores, inclusive do meu humor. Posso colocar três num dia, ou passar semanas sem blogar. Espero manter a média de três por semana. Mas não prometo nada.

Garante alguma coisa?

Só garanto que vai ser legal, mesmo que seja só pra mim. Garanto também doses de mau humor, bom humor e ironias, e muita linguagem nerd/geek também.

Vai ficar com esse domínio .wordpress e esse layout padrãozinho?

Por hora, sim. Depois, com o tempo, vou fazendo os ajustes necessários. Claro que eu sei que isso não é o ideal, mas entendam que, por hora, este blog é um experimento.

Vai fazer merchandising e post pago?

Tentarei ser sempre imparcial (a faculdade de Jornalismo me ensinou isso muito bem), mas ainda é cedo pra pensar nisso também. Mas se eu não acreditar na coisa, com certeza não rola. Compromisso comigo mesma de ter a consciência sempre tranquila.

E o que mais?

Bom, vamos lá. Este é só um “oi” inicial. Não tenho sequer ideia sobre o quê será o primeiro post (depois deste). Não quero me sentir “forçada” a colocar nada só pra ter atualizações e mimimi. Quero colocar sempre uma coisa que eu ache interessante, e que valha a pena compartilhar com vocês.

No mais é isso, seus lindos. Boa conversa pra gente ;)