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Links patrocinados

Confesso que quando comecei a trabalhar com links patrocinados, não colocava muita fé neste tipo de publicidade. Eu, como heavy user, sempre os ignorei, até que fui estudá-los e vi o quão complexo era colocar uma campanha de links patrocinados no ar. Hoje, confesso que é um dos meus “divertimentos” preferidos – sim, às vezes confundo trabalho com diversão.

Para quem não sabe como funciona o AdWords, vai uma breve e tosca explicação: você escreve algumas palavras-chave que estão relacionadas ao seu produto/serviço. Estas palavras-chave, quando procuradas nos buscadores, podem exibir os anúncios que você mesmo escreveu. Claro que, para exibir estes anúncios, é cobrado um valor (e ainda se pode definir se o anunciante paga por clique no anúncio ou impressões, que é quantas vezes o anúncio é exibido). Parece simples, mas há muita estratégia de lances, escolha de palavras-chave e redação de anúncios bastante complexa, que um sobrinho pode até aprender a fazer, mas daí a ter a expertise e a esperteza (rá!) para definir, são outros quinhentos.

A maioria dos usuários hoje já “aprendeu” a ignorar os links patrocinados, e não têm muita fé neles, como nos resultados de busca. Depois que comecei a trabalhar com a ferramenta, confesso que voltei a prestar mais atenção aos links patrocinados e perdi meu preconceitos com os anúncios pagos, voltando a clicar neles. Mas isso só aconteceu porque os anúncios me chamaram a atenção e realmente eram o que eu procurava (ou seja, eram relevantes). Daí a necessidade de ter um cara que não é o sobrinho, mas um profissional que entenda um pouco de redação de anúncios, de palavras-chave e de SEO também.

E mesmo que muitos usuários tenham resistência aos anúncios pagos, outros tantos ainda clicam nos anúncios, gerando uma receita bilionária ao Google. E realmente, indico campanhas de links patrocinados para diversas ações de mídia que fazemos. E, para queimar a minha língua e jogar meu preconceito por terra, quase sempre elas geram retornos muito bons. #chupa, Janaina Oliveira.

Mas mesmo assim o atual modelo não me agrada tanto, e por mais que esteja faturando, em breve mostrará sinais de esgotamento. E o Google sabe disso. Tanto é que vem se preparando, investindo em outras plataformas e está casando o serviço com geolocalização e YouTube, sem deixar para trás o desenvolvimento para mobile. Um sinal disto é que Marissa Mayer foi transferida do setor de publicidade online para geolocalização.

Neste ponto, o Google começa a pensar o AdWords mais social e mais móvel. Redes sociais digitais em breve terão maior tráfego que websites e emails, e cada vez mais os smartphones e tablets  substituirão os desktops e notebooks.

Não podemos esquecer que os anúncios do Facebook andaram incomodando um pouco o Google. E eu particularmente gosto dos anúncios deles, do modo como são mais relevantes para o usuário e de como seu sistema trabalha para isso: toda vez que pedimos para remover um anúncio, o sistema pergunta porque não gostamos dele. Anúncios clicados por amigos têm grandes chances de ser exibidos para você, pois o sistema considera as afinidades entre vocês.

O sistema de publicidade do Facebook procura trazer aos usuários assuntos mais relevantes: ele vai aprendendo as suas preferências e rejeições para mostrar anúncios com maior possibilidade de conversão. E por isso mesmo, é menos intrusivo, passa muitas vezes despercebido pelo usuário, e já vem recebendo uma verba significativa nos investimentos em publicidade online.

E vocês, acham que os links patrocinados também precisam se reinventar?

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