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Durante muito tempo acreditei numa premissa de que “a preguiça movia a humanidade”. De certo modo, fazia sentido. Tudo o que havia sido inventado era para facilitar nosso trabalho, deixá-lo menos “braçal”, fazermos menos esforço físico e nos poupar um tempo considerável na realização destas tarefas.

Mas imaginar que a preguiça foi a força motriz de todo esse progresso era zombar da cara de gênios, e reduzir a própria humanidade. Somos muito mais que isso. Aí ontem vi esse vídeo e compreendi que o que sempre moveu o mundo foi a curiosidade. Eles é quem ficaram horas observando a paisagem e teceram as primeiras conclusões sobre a Terra. Alguns deram a vida por sua curiosidade excessiva, e outros tiveram medo de tanta curiosidade, que mandaram-na reprimir…

E como você tem exercitado sua curiosidade?

The Future Belongs to the Curious from Skillshare on Vimeo.

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Os terremotos e tsunamis do Japão, que aconteceram nesta última sexta, 11 de março, me deixaram realmente triste. O Japão é um país que admiro bastante, desde o Jaspion, quando era criança, passando por seus produtos tecnológicos  e pela capacidade do país se reerguer perante as dificuldades pelas quais já passou.

O que mais me surpreendeu foi a velocidade com que os japoneses mostraram ao mundo o que estava acontecendo. Instantaneamente ao início dos terremotos, já víamos diversos tweets a respeito, vídeos no YouTube e até um link ao vivo de uma TV. Algumas pessoas compararam com o tsunami de 2004, que já teve uma boa cobertura pelas pessoas que estava em meio ao caos. A diferença é que a maioria dos vídeos de 2004 foram postados posteriormente. Os dos Japão, praticamente em real time, e com uma qualidade surpreendente.

Devemos levar em consideração alguns pontos: tecnologicamente, o Japão é um país de ponta (não por acaso, eles já tem internet de 42 mbps, e provavelmente a preços bem razoáveis), além dos japoneses também terem uma cultura de utilização de redes sociais digitais (fato confirmado, pois a maior parte das informações sobre as pessoas estão nas redes sociais digitais).

Originalmente, este post falaria somente sobre o estudo da Cisco que aponta que o vídeo na internet será responsável por 57% de todo o tráfego internet em 2014, com um crescimento médio, de 30% ao ano. Mas o caso Japão caiu como luva para ilustrar o que eu penso e para confirmar os dados a seguir.

O estudo levanta alguns números interessantes:

  • O tráfego mundial  irá quadruplicar entre 2009 e 2014. Em escala global, o tráfego crescerá a uma taxa de 34% ao ano.
  • Levaria mais de dois anos para ver a quantidade de vídeo que deverão ser postados a cada segundo em 2014.
  • Levaria 72 milhões ano para ver a quantidade de vídeo que irá cruzar redes de IP mundial em 2014.
  • Mundialmente,  os vídeos online superaram 1 bilhão de usuários até o final de 2010. Esse número de pessoas é apenas ultrapassado pelas populações da China (1,3 bilhões) e Índia (1,1 bilhões), tornando este grupo de usuários equivalente ao terceiro maior país do mundo.
  • A soma de todas as formas de vídeo (TV, vídeo sob demanda, internet e P2P) continuará a ultrapassar 91% do tráfego em 2014, e somente os vídeos da web será responsável por 57% de todo o tráfego internet naquele ano.
  • A demanda de vídeos em 3D e HD aumentará 23 vezes entre 2009 e 2014. Em 2014, a quantidade de vídeos em 3D e HD na web será de 46% do consumo de tráfego de vídeo na web.
  • As vídeo chamadas têm apresentado um crescimento elevado, e irá aumentar sete vezes entre 2009 a 2014.

Sem querer profetizar, mas baseado nos dados da Cisco e no que vi recentemente no Japão (daí o motivo que me fez reeditar o post todo), o futuro da internet será cada vez menos textual, e cada vez mais fundamentado em vídeos. O YouTube, apesar dos prejuízos que ainda dá à Google (pelo menos até 2009), tem grande potencial para se tornar o que o buscador Google é hoje: o grande buscador de informação (e marmotagens também).

Quando a internet for uma questão de cesta básica (e não de luxo, como é hoje para muitos países), cada vez mais notícias chegarão até as pessoas sem interferências e no menor tempo possível. E o vídeo é uma das formas mais rápidas disso acontecer.

A popularização da banda larga, 3G e telefones e smartphones com câmeras nos mostrarão o mundo, com suas tragédias e belezas, quase em tempo real. E não só na mão da imprensa, mas nas diversas pessoas que presenciam os fatos ao vivo, e são as melhores fontes de informação.