whatsapp-blockLi no Mobile Time que um shopping de São Paulo haviam enviado publicidade via Whatsapp sobre um bota-fora que seria realizado. Pelo que relata o Mobile Time, o cliente que recebeu a mensagem, nunca autorizou o envio de mensagens, pelo shopping, de qualquer mensagem. O texto continua ainda dizendo que, o número utilizado para envio da mensagem é um número de fora, e que provavelmente foram comprados para envio em massa.

Aí, o coleguinha pode pensar: “que ideia massa! Whatsapp é mais barato que SMS, atinge o público mais rapidamente, sucesso garantido”! Não, cara, para. Essas campanhas são uma cilada e vou dizer o porquê:

  1. O cliente não pediu para receber isso. Chega a ser invasivo receber uma publicidade que o cliente não pediu, seja via Whatsapp, seja via e-mail marketing, seja via SMS. Isso pode deixá-lo extremamente irritado, e ainda gerar antipatia pela sua marca. Campanhas de relacionamento via SMS e e-mail marketing devem ser feitas, mas com o opt-in do cliente e com conteúdo de gere valor a ele, preferencialmente. Ele deve ter boas sensações ao abrir sua mensagens, jamais a sensação “ih, lá vem esse chato de novo”.
  2. A mensagem não é do interesse do cliente. Se ele não se cadastrou para receber suas mensagens, provavelmente ele não tem interesse no seu produto ou serviço, e não adianta forçar esse interesse. Para manter uma base de contatos interessante, sempre deve haver o opt-in, e a base deve ser o mais segmentada possível, para que o cliente receba sempre mensagens de seu interesse, de coisas que ele realmente quer ou possa a vir querer. Ele deve abrir sua mensagem e sentir: “uau, eu estava pensando mesmo em comprar isso!”.
  3. O Whatsapp não curte enviar publicidade. Tá lá, no FAQ deles: “Nós queremos que o intuito do WhatsApp seja uma forma de comunicação com seus amigos e família, e jamais vamos lhe incomodar com propaganda”. Um dos fundadores já disse, inclusive, que isso fere os termos de uso do serviço. Ou seja, além de irritar os cliente, pode também irritar a galera do Whatsapp. Tenho visto algumas empresas utilizando o Whatsapp como mais um canal de atendimento. Nesse ponto, acredito ser válido: é um canal sem custo (ou com custo muito baixo) para cliente e empresa, bastante rápido e acessível. Entretanto, é interessante ver as questões legais, para não ter a surpresa de um processo.Por mais tentador que possa parecer enviar mensagens para tantos contatos, num precinho camarada, pense no quanto a marca pode sair arranhada disso, e nos problemas legais que você poderá enfrentar. Fazer uma lista de clientes dá trabalho e leva tempo, mas suas chances de fechar negócio com eles é bem maior do que jogando mensagens ao vento.
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smartphoneNo final de 2013, a abertura de e-mails em dispositivos móveis (tablets e smartphones) atingiu a impressionante marca de 51%, de acordo com estudo da Litmus. Segundo pesquisa da Return Path, cerca de 25% dos usuários de internet no Brasil preferem ler e-mails pelo celular ou pelo tablet.

A necessidade de mobilidade faz com que as pessoas utilizem cada vez mais esses dispositivos, deixando desktops e notebooks de lado. A tendência é que esse número continue crescendo, tanto pela melhoria e barateamento da internet móvel, maior oferta de wifi e maior aquisição de smartphones pela população.

É imprescindível, portanto, que sua campanha de e-mail marketing esteja preparada para ser aberta no mobile, assim como nos outros dispositivos. Algumas dicas simples ajudarão sua campanha a abrir sem problemas em tablets e celulares e a ter altas taxas de abertura e conversão:

  • A primeira delas é pensar num layout com HTML responsivo, que se adapte às várias resoluções de tela: desde o smartphone com tela menor ao desktop com uma altíssima resolução, seu e-mail deve abrir, e bem, em todos. Para tal, crie peças de coluna única, que não ultrapasse os 350 pixels de largura.
  • Além de responsivos, os layouts também devem ser simples e leves. Muitos celulares bloqueiam as imagens, assim como os clientes de e-mail, portanto não construa sua mensagem apenas com elas.
  • Faça seus textos de modo conciso e direto. Ao acessar conteúdos via aparelhos mobile, é bem provável que o usuário esteja com pressa, e lerá rapidamente as mensagens. Quanto menor o seu texto, maiores as chances de ser lido.
  • Na linha de “assunto”, seja ainda mais curto e objetivo: não ultrapasse 50 caracteres. Essa recomendação é válida para todas as campanhas de e-mail marketing.
  • Tem call-to-action? Deixe em destaque, assim como qualquer outro botão. A recomendação de empresas, como a Apple, é de que esses botões tenham pelo menos 30 pixels.
  • Apensar da maioria dos smartphones e tablets ajustarem automaticamente a fonte para se ajustar à tela, é melhor fixar um padrão entre 14pt e 22pt: fontes pequenas demais são impossíveis de ler no celular e fontes grandes demais estragam o layout.
  • Antes de enviar, teste em vários aparelhos, em sistemas operacionais diferentes.
  • Use a interatividade! Esses gadgets permitem criações interativas e criativas, que podem garantir o engajamento do público e sucesso de receptividade.

Um e-mail marketing mal formatado pode gerar descadastros ou simplesmente não serão lidos depois, segundo estatísticas da Kissmetrics: 89% apagam a mensagem na hora e 27% pedem exclusão da lista. Dados nada bons e, como a tendência de abertura de e-mails via dispositivos mobile tende a aumentar, esteja atento a possíveis variações de números de descadastros e aberturas na sua lista de contatos. Portanto, mãos à obra e otimize suas campanhas para mobile!

*Publicado originalmente no blog da DialHost.

Comecei o blog para falar de uma coisa que eu trabalhava, e gostava muito. O blog era uma extensão do meu trabalho, das minhas ideias, do que eu acreditava. 

Mas a minha vida mudou muito nesse tempo. Lá se vão  uns bons dois anos que não atualizo nada por aqui, e saí de agência e fui pra uma empresa. Depois fui trabalhar com marketing político. E depois vim ser analista de marketing, o que estou fazendo atualmente. 

Espero retomar aqui para, novamente, discutirmos sobre Marketing e Comunicação (SEM, para mim, ficou muito limitado agora). 

Em breve, novos posts! 

Hey ho, let’s go! 

~Bola de cristal que me faz sonhaaar~

Semana passada havia conversado com a Adriana Torres sobre as mudanças no mercado de comunicação digital de Belo Horizonte. Um dia antes, já havia tido conversa semelhante com o Marcus também sobre o mercado mineiro.

Trabalhei numa agência exclusivamente digital durante três anos e quatro meses, e há pouco mais de um mês estou numa agência de comunicação que abriu recentemente um núcleo digital, para atender as demandas dos seus clientes. Nesses quase quatro anos de mercado consegui tirar algumas conclusões ( e vocês podem concordar ou não com elas, e até me fazer mudar de opinião). E vou ainda pegar minha bola de cristal (porque sim, gostamos de fazer previsões para o futuro também) e tecer minhas considerações sobre o futuro do mercado. Vamos lá:

1. O cliente, quase sempre, vai preferir que apenas uma agência cuide da sua campanha. Pra mim, não existe essa coisa de “uma campanha pro ambiente digital e outra campanha pro off”. Bestagem. Seu consumidor, mais do que nunca, está integrado nos dois ambientes. A campanha deve ser harmônica, coesa, integrada, e respeitar a mesma identidade e conceitos em ambos. Cansei de ver campanhas destoantes no ambiente digital e no offline, sem contar quando uma parecia ignorar o acontecimento da outra, sem apoiar integralmente a ação. Perde o cliente, perde o cliente do cliente e perdem as duas agências. E muitas vezes eu me perguntei por quê, Deus, por quê as campanhas não poderiam ser integradas? Não seria tão simples? Se não tivesse a fogueira da vaidade de ambos os lados, seria sim. Um mundo perfeito.

2. A agência offline fecha as ações digitais num preço aparentemente mais barato. Sim, porque ela coloca no “pacotão”, tira um pouquinho mais na mídia (porque mídia offline ainda rende aquele BV esperto). Tira dali, põe aqui e rola fazer um precinho aparentemente mais camarada. Se discriminados os valores, os preços serão bem semelhantes aos da agências digitais. O BV pesa, e muito, ainda mais se pensarmos que, as agências digitais trabalham basicamente com links patrocinados (Google AdWords, Facebook Ads) que, teoricamente, não pagam BV. Aí geralmente elas cobram para criar a campanha e pela manutenção. E sabemos que cliente quase sempre vê nessas coisas um gasto, e não um investimento. As agências off, teoricamente, não cobram para criar, planejar e fazer manutenção de campanha. Elas conseguem cobrir esse “prejuízo” com os BV’s dos anunciantes.

3. É mais fácil pra uma agência off criar um núcleo web do que uma agência digital criar um núcleo off. É uma coisa que depende muito do planejamento de cada empresa, mas normalmente as agências off têm mais bala na agulha pra implantar o setor web (ou digital)  do que o contrário. Grandes agências já fizeram isso, e com sucesso. E não conheço nenhum caso contrário que tenha dado certo. Outra tendência é que as agências digitais e as off iniciem um processo de fusão/parceria, aproveitando a expertise uma da outra e os clientes. Elas não são vistas mais como agência on/off, mas como uma agência de comunicação integrada. Ou comunicação, simplesmente.

E acredito que seja esse o caminho para as agências digitais hoje: integrar-se com as agências off. Durante muito tempo, ambas conviveram bem no mesmo ambiente, colaborando entre si, indicando clientes. Até que as agências off começaram a perceber que estavam perdendo uma grana boa, que estava indo para as campanhas digitais. Com o crescimento do consumo de mídia digital e blá blá blá, elas se atentaram para a mina de dinheiro que estavam perdendo e, o que era pior, iriam perder no futuro, já que a verba para as mídias digitais não para de crescer.

Alertas a isso, as grandes agências criaram seus setores de criação digital, e recentemente agências on e off começam o processo de fusão. Ninguém quer perder o dinheiro desses tempos de crescimento da economia brasileira, ao qual podemos nos dar o luxo de sambar  na cara dos europeus e emprestar dinheiro a eles. É muita prosperidade pra pouco país.

É o fim das agências digitais? Não, eu não declaro a morte nem do Ulisses Guimarães. Mas uma coisa é certa: do jeito como a maioria está formatada hoje, não restará outra saída a não ser a fusão para sobreviver. Outra saída é reinventar-se e provar que elas podem trabalhar com as agências off de um modo simbionte e agregar mais valor para o cliente do que os núcleos digitais das off, mas vejo pouquíssimas inseridas nesse contexto de inovação hoje.

Enfim, mamilos expostos, opinem. Concordem, discordem, argumentem.

Durante muito tempo acreditei numa premissa de que “a preguiça movia a humanidade”. De certo modo, fazia sentido. Tudo o que havia sido inventado era para facilitar nosso trabalho, deixá-lo menos “braçal”, fazermos menos esforço físico e nos poupar um tempo considerável na realização destas tarefas.

Mas imaginar que a preguiça foi a força motriz de todo esse progresso era zombar da cara de gênios, e reduzir a própria humanidade. Somos muito mais que isso. Aí ontem vi esse vídeo e compreendi que o que sempre moveu o mundo foi a curiosidade. Eles é quem ficaram horas observando a paisagem e teceram as primeiras conclusões sobre a Terra. Alguns deram a vida por sua curiosidade excessiva, e outros tiveram medo de tanta curiosidade, que mandaram-na reprimir…

E como você tem exercitado sua curiosidade?

The Future Belongs to the Curious from Skillshare on Vimeo.

Um dia na vida do consumidor digital: um estudo da Ogilvy Action sobre os hábitos do consumidor digital. Nos 75 slides podemos observar as tendências de comportamento e, principalmente, uma coisa que já falei há algum tempo: mobile não é tendência, é realidade e cada vez mais estará presente na vida do consumidor.